SINOPSE

Conforme a proposta da diretoria, a nossa Arco Iris, de forma unânime, quer expressar por meio do maior artista, “O PALHAÇO”, as duas faces de sua personalidade, para que possamos  fazer uma comparação das características desse personagem, com os sentimentos que vamos carregar para avenida em 2012 .

- Vejam só, que coisa incrível o meu coração todo pintado nessa solidão, espera à hora de sonhar. Vejam só, que história boa eu tenho para contar, quem é que vai acreditar, que eu sou palhaço por querer....

Pois é, este palhaço sou eu, é você, somos todos nós; que batalhamos para realizar a maior festa popular brasileira; “O CARNAVAL”.
Porque batalhamos?

Na verdade para participar do grande evento precisamos ir à luta, e tentar eliminar diversos obstáculos que encontramos pelo caminho, no decorrer do ano, para  chegarmos até a passarela.

- “Ah! O mundo sempre foi um circo sem igual onde todos representam bem ou mal, onde a farsa de um palhaço é natural”.

Queremos mostrar ao povo a grande “palhaçada” que existe nos bastidores, e que somos obrigados a engolir sapos, aceitar as condições impostas pelos dirigentes do carnaval da cidade, que nem sempre vem ao encontro dos nossos propósitos.

A Arco Iris pretende sim se tornar este personagem com todo respeito aos maiores artistas de palcos e picadeiros que o povo brasileiro já viu: ARRELIA, ATCHIM, PIOLIM, CAREQUINHA, FUZARCA, TORRESMO e muitos outros.  Sem muita pretensão, também mostraremos toda a trajetória da nossa verde e rosa  em Jundiaí, comparada ao grande circo da nova era o Cirque du Soleil, se não tirassem seu espaço de origem no bairro do Parque Eloy Chaves.

- Ah imagino... “No palco da ilusão pintei meu coração, entreguei amor e sonho sabendo que o palhaço pinta o rosto prá viver. Hoje sem casa, sem aquela alegria espontânea, sem clima para entrar no palco”.

Além do mais a própria administração local também inibi o carnaval da cidade, que hoje deveria estar no topo de todos os carnavais do Estado de São Paulo. O nosso carnaval atualmente, ao invés de progredir, está declinando a cada ano que passa, pois nos parece o que tem força, importância em Jundiaí são eventos tradicionais, como a festa do morango, da uva e muitos outros. Hoje estes eventos são administrados por empresas terceirizadas, não trazem benefícios nenhum aos comerciantes, e munícipes da cidade.

Relembrando o refrão de uma melodia conhecida “Vejam só e há quem diga que o palhaço é do grande circo apenas um ladrão do coração de uma mulher”. Porém sem nenhuma poesia coube ao Palhaço com a Arco Irís, ser o bode expiatório, uma ovelha negra da cultura popular e sair na avenida revelando sua outra face.

Antes o desfile acontecia em varias ruas de Jundiai, não tinha recursos e nem estrutura física, mas tinha um clima que contagiava todos os foliões, a alegria transpunha todas as dificuldades, pois os carnavalescos conhecem os percalços, pelos quais passam para que todas as escolas de samba, chegar à avenida. 

Na cidade, hoje o evento acontece em uma bela avenida com toda estrutura para um grande desfile, com som, iluminação, arquibancadas, camarotes tido como os melhores de qualidade, e super modernos.

Lamentamos que só em Jundiaí, foi proibido a praça de alimentação, e a queima de fogos de artifício que anunciavam o inicio dos desfiles. Interessante que em outros eventos estes recursos são liberados. Infelizmente a nossa alegria foi tirada, para apresentar um belo espetáculo. Em relação às bebidas; até a “loira” tradicional do carnaval foi cassada, engraçado que em outras festas ela vem até acompanhada (Red Bull dá asas à imaginação).

Resumindo, que saudades dos outros carnavais, sem estrutura e sem recursos, o povo aplaudia com alegria, o clima era demais, hoje com uma estrutura imponente, não contagia como os anteriores. Nosso carnaval esta indo para trás? Que saudades dos prenúncios dos carnavais de rua, onde ouvíamos dos altofalantes “Quanto riso. Oh! Quanta alegria. Mais de mil palhaços no... Arlequim está chorando, pelo amor da Colombina. No meio da multidão...”

Então a expressão palhaçada tem dois tipos de interpretação, um verdadeiro, que vem a ser aquele que leva seu talento alegre e engraçado, e contagia a platéia que o aplaude . Um é falso, aquele nós representamos, talento, temos de sobra mas não podemos mostrar nosso verdadeiro espetáculo, não somos valorizados e também   não temos reconhecimento da administração local e muito menos dos políticos da cidade.

Onde estão às muitas promessas, tantos elogios? Foi ilusão demais, pois atitude e comprometimento, para conosco não passa e nem passará de esperanças para o carnavalesco, porque ações viram sempre NADA...

No desfile de carnaval , A Verde e Rosa é reconhecida como a maior atração do grande evento, mas durante o ano é esquecida como um palhaço desqualificado, que não consegue tirar a máscara, para transparecer que sua tristeza está na pintura do seu rosto, na graça do seu movimento. Porque não sabe se no próximo ano terá as condições condignas de participar e apresentar nossa maior riqueza cultural, reconhecida mundialmente como o CARNAVAL BRASILEIRO.

-“ E há quem diga que o palhaço é...”

ENREDO DE:  Fernando Tadeu Sodeli

CARNAVALESCO:  Foguinho